De Timóteo: Zilda Araújo Fernandes: A guerreira que ornamentou uma vida.

A morte da irmã Zilda Araújo Fernandes, do bairro João XXIII, aos 80 anos, ocorrida neste sábado (10/02) eleva o número de ausência dos pioneiros e pioneiras do Ministério Adão Araújo, em Timóteo.
Zilda Fernandes, cujo marido, José Fernandes, faleceu há três anos, testemunhou o início da expansão deste ministério na cidade e não faltou com sua contribuição para que isto ocorresse.
Antes mesmo que o ministério se estabelecesse na cidade, quando ainda a Assembleia de Deus em Timóteo pertencia a Coronel Fabriciano, Zilda era um daqueles membros fiéis que não mediam esforços para dar sua contribuição com a igreja e o Reino de Deus. As dificuldades de um tempo marcado por limitações em uma cidade que não dispunha dos recursos de hoje não arrefeceram o ânimo da irmã Zilda. Participou do coral e sempre acompanhou o marido como uma guerreira que acreditava na vitória dos fiéis. Os valores que norteiam uma mulher de Deus sempre estiveram presentes em sua conduta e uma de suas marcas foi a fidelidade ao que aprendeu quando converteu-se. Sua vida foi um livro de autênticas histórias escritas em paginas claras, sem rusgas e manchas.
Dona de casa, soube conservar-se como esposa, mãe, vó, sogra e amiga. Conduziu-se com prudência em sua caminhada e, ao partir, deixa um legado de autêntica assembleiana que nunca faltou com sua responsabilidade. Acolhedora, muitas vezes abriu as portas de sua casa para abrigar fiéis que vinham à cidade participar de Convenções Ministeriais.
Exímia decoradora, Zilda amava ver sua congregação ornamentada e fez disto uma de suas dedicações àquela igreja, no João XXIII. Seu apoio não se limitava em ver a beleza do templo. Sempre estendeu a mão para ajudar e o ministério poderia contar com sua colaboração sempre que precisasse. Fazia isto pelo amor à obra de Deus e não movida por intensões que pudessem leva-la aos holofotes. Em silêncio pautou-se como integrante de um exército de Deus e não buscava afagar o ego com ações que lhe desse publicidade.
Mulher de um coração largo, fez de seu carinho a porta de entrada para outros filhos que não eram biologicamente seus mas o eram pela força do amor que devotava a eles. Seu desejo de ver a família aos pés do Senhor Jesus era um sonho forte que, certamente, povoou suas noites. Zilda acreditava na infalibilidade da palavra de Deus e se manteve firme nos princípios que elegeu como norma de conduta na condição de serva de Deus.
No culto fúnebre, realizada na manhã deste domingo, no templo, onde seu corpo foi velado, obreiros estiveram presentes, além de centenas de fiéis, amigos e admiradores. Entre eles os pastores Eustáquio Lopes, Regional do Olaria, à qual a congregação do João XXIII está ligada, e o vice-presidente do Ministério Adão Araújo, pastor Carmo Matias.
Viúva de José Fernandes, morto há três anos, Zilda parte para o descanso eterno. Manteve sua condição de serva de Deus e os esforços do marido e seus exemplos na caminhada cristã, Zilda fez de tudo para manter vivos, mesmo depois de sua partida. O vazio gerado por vidas como a deste casal abre uma lacuna impreenchível na trincheira dos soldados de Cristo, aqueles dos quais se pode dizer, sem medo de errar, que combateram o bom combate acabaram a carreira e guardaram a fé.

Colhida como uma flor, seu perfume deverá ornamentar as recordações que deixou para a igreja, família e sociedade. Decorou sua existência com a fé que a fez superar muitos espinhos. Se essa rosa desabrochou um dia, há 80 anos, hoje suas pétalas já não existem entre nós. No jardim eterno aguarda o raiar de um novo dia, que não está longe de acontecer.

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