Em Timóteo: Ziza: Além de mãe do “Nei” e sogra da “Cau”, a abençoada que surpreendeu os fiéis na Assembleia de Deus em Olaria

Quem esteve no culto na Assembleia de Deus em Olaria, na quarta-feira passada (24) foi surpreendido com a presença de uma mulher muito prendada em sua história como mãe, ser humano, vó, sogra e nora.

Veja um trecho da leitura Bíblica feita pela irmã Ziza, gravada pelo filho presbítero

Não se tratou de uma estrela Gospel, mas de uma senhora cujo rosto reluzia como o sol ao meio-dia, os olhos brilhando como vagalumes em densas trevas e com um sorriso que parecia o distender dos horizontes.
O pastor Eustáquio Lopes anunciou que uma irmã daria seu testemunho. Disse o nome dela: Ziza Maria Santos Thomaz, a irmã Ziza. Mas, quem era Ziza, além de ser sogra da “Cau” e mãe do “Nei”. A resposta viria tão logo ela colocou as mãos no microfone, com a desenvoltura de quem tinha intimidade com o objeto, embora pedira desculpas por “não saber falar”. Trajada a rigor como as assembleianas do início da denominação no Brasil, Ziza iria, a partir dali, dar uma aula.
E o testemunho? O testemunho foi uma lição para os desanimados, inconformados com a vida às vezes dura que castiga, com mais rigor, aqueles cujas posses não os aproximam de Bill Gates.
Ziza, muito, mas muito alegre mesmo, depois de ler os Salmos 121, deu o tom do que seria seu testemunho, que pareceu, também, uma palestra, pelo conteúdo didático. Desfilou com uma pormenorizada descrição pelo início da sua jornada, quando revelou ser neta de índios. Ela deixou sua parentela e seguiu com sua patroa para o Rio e Janeiro, perdendo contato com a família, a qual ela tem desejo de reencontrar.
De naturalidade baiana, onde nasceu em Ibirataia, cidade que fica no sul daquele estado, Ziza, que congrega na Assembleia de Deus na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro,  é mãe do presbítero Gilsinei, sogra da Claudilea. Ziza elogiou o filho e o definiu como um presente de Deus, destacando sua avantajada compleição física em contraste com a sua.
Durante sua palestra, ou melhor, seu testemunho, imã Ziza contou que ficou sem o marido ainda com os filhos pequenos. Os embates que derivariam da situação não a desanimou, apesar dos parcos recursos de que dispunha para o sustento da família. Disse que nunca tratou com o esposo de questões delicadas na presença dos filhos e aconselhou as mulheres ali presentes a não fazê-lo também. Enquanto discorria sobre a situação de dificuldade que enfrentou com garra, não perdeu o sorriso e o humor que contagiou o público. Durante o tempo que falava, de vez enquanto aquela olhada rápida para a câmera do celular do filho que registrava tudo.
Dor, incerteza, sofrimento e surpresas, nem sempre agradáveis, não abateram Ziza que superou a situação com oração e fé em Deus. Sua fé inabalável fê-la vencedora. Disse que não sabe quantos anos tem, por ter perdido os documentos. Ao que dizia, o público respondia com aleluias, glórias a Deus e, em não poucas vezes, com sorriso. Sorriso pela forma como Ziza expressava. No seu sotaque baiano, demonstrou ser boa de memória e firme na decisão de ter lutado pelo que desejou. Não deixou se abater e venceu. Nada de preguiça.
Para Ziza, contar à igreja onde congrega seu filho, a nora e os três netos a vida que levou quando começou sua jornada, era uma forma de incentivar os fiéis a crerem em Deus e não desanimarem diante de problemas e incertezas. No banco onde estava assentada, a filha que a acompanhava assistia à performance da mãe.
Depois de ter contado “um pouco” da sua história, Ziza revelou que compõe hinos. Para quem disse que aprendeu a ler através da Bíblia sem nunca ter frequentado uma escola, era este outro feito carimbável como milagre. Dirigindo-se aos instrumentistas que comparecem aos cultos das quartas-feiras na Assembleia de Deus em Olaria, irmã Ziza se desculpou e os desafiou a acompanhá-la. Mas não foi desafio. Foi só começar a cantar que a tonalidade foi identificada. A composição de Ziza fechou sua participação.
E depois que Ziza testemunhou? O que o pastor disse? O pastor disse tudo de bom sobre o testemunho da baiana carioca. “Vou convidar a senhora para dar uma palestra aqui”, expressou Eustáquio, criterioso que é no que ouve. Estava, assim, aprovado o testemunho que passou longe de um tristimunho.
Ziza subiu no púlpito apenas como a mãe do “Nei” e sogra da “Cau” mas desceu compositora e palestrante. Ziza vem ai.

One comentário to Em Timóteo: Ziza: Além de mãe do “Nei” e sogra da “Cau”, a abençoada que surpreendeu os fiéis na Assembleia de Deus em Olaria

  • Joseny Castro Silva Thomaz  says:

    Glória a Deus pela a vida da mi ha sogra, a irmã Ziza. E lindo ver como o Senhor usa a minha sogra para edificar muitas vidas com o seu testemunho e com a unção que ela tem para palestrar e para cantar. Algo sobrenatural acontece quando ela fala e canta. Aleluia.
    Palavras de Joseny Thomaz

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