Brasileira busca filha desaparecida em New Jersey

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Giovanna Decanio, de 16 anos, reside em Newark e é aluna da Great Oaks Charter School, na 17 Crawford St.

Giovanna Decanio, de 16 anos, moradora em Newark, está desaparecida desde a manhã de quinta-feira (5)

Na manhã de quinta-feira (5), Mônica Carioca, como é conhecida popularmente na comunidade brasileira em Newark, recebeu às 8:30 da manhã um telefonema da escola que é o pesadelo de todas as mães: Sua filha adolescente Giovanna Decanio, de 16 anos, havia fugido da sala de aula, na Great Oaks Charter School, na 17 Crawford St., saído pelas portas dos fundos e desaparecido. Na ocasião, a jovem trajava o uniforme da escola e uma jaqueta branca.

Desesperada, Monica acionou a polícia e recorreu às redes sociais na esperança de encontrar a filha o mais breve possível. Em entrevista à equipe de reportagem do BV, na sexta-feira (6), ela relatou que recentemente a jovem apresentava comportamento rebelde e, antes boa aluna, tirava notas baixas nas provas.  No dia em que a filha desapareceu, ela iria à escola mais tarde para conversar com a direção e expor o problema.

“Eles (direção) ligaram me avisando que ela havia saído pelas portas dos fundos. Eles chamaram a polícia e me disseram que não podiam fazer nada. Como eles não podem fazer nada? Ela estava na escola”, questionou Mônica, acrescentando que o policial encarregado não quis preencher o boletim de ocorrências (BO).

Ela detalhou que morou 8 anos em Newark, antes de mudar-se com Giovanna para a Flórida, mas regressaram à cidade há 3 meses. Mônica, que trabalha na limpeza de casas, acrescentou que a filha nasceu no Rio de janeiro e vivia nos Estados Unidos há 4 anos. Ela possui outra filha mais nova que ainda mora no Brasil.

“Os jovens não nos escutam. Nós somos os últimos a ser ouvidos”, disse ela.

Na sexta-feira (6), a delegacia de polícia de Newark a informou que o detetive somente começaria a trabalhar no caso na segunda-feira (9).

“Isso é um absurdo. A minha filha está desaparecida há mais de 24 horas e eles (autoridades) só vão começar a procurar por ela na segunda-feira”, relatou Mônica. “Eu não faço a mínima ideia de onde ela esteja”.

Segundo ela, a jovem deixou-lhe um bilhete no qual dizia que “a amava, mas que não queria vê-la sofrer”. Mônica acredita que a jovem esteja sofrendo de depressão.

Ela agradeceu aos amigos que estão dando apoio, tanto pessoalmente quanto nas redes sociais. Qualquer informação que leve ao paradeiro de Giovanna Decanio pode ser enviada através do tel.: (954) 681-8124, falar com Mônica.

Brazilian Voice

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